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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Homenagem à Leonardo da Vinci







Da Vinci mostrou ao mundo que, ao desenhar o que imagina, o inventor pode inspirar gerações futuras e tornar essas visões reais.



Leonardo nasceu a 15 de abril de 1452, na pequena cidade da Vinci, perto de Florença. Filho ilegítimo de Piero da Vinci, escrivão do modesto vilarejo ao norte da Itália, manteve-se sempre muito apegado ao pai e à mãe, Caterina, que casou-se posteriormente com Piero del Vacca. Explorador de todos os campos do conhecimento, Leonardo não concebia limites para sua genialidade, seus sonhos e suas fantasias. E disso resultou sua glória e tragédia. Idealizou inúmeros projetos, mas completou apenas alguns. Abandonava os trabalhos ao perceber que a execução não correspondia ao desejado. Sua vida foi repleta de fragmentos de obras, alguns extraordinários. Pouco antes de falecer, escreveria amargurado: "Nunca terminei um só trabalho". Contudo, deixou mais de cinco mil páginas de manuscritos que abrangem temas tão diversos como as causas das marés, o mecanismo do movimento do ar nos pulmões, os hábitos das corujas, as leis físicas da visão humana e a natureza da Lua. Apresentou também os planos de uma máquina voadora, uma série de teoremas geométricos, diversos estudos hidráulicos, projetos para uso do vapor como meio de propulsão, poemas, fábulas e máximas filosóficas. Seu trabalho é completado por obras consagradas pela história da Arte, como A Mona Lisa, A Última Ceia, Baco, São João Batista, Leda, Santana, A Virgem e O Menino e a Virgem dos Rochedos.



O extraordinário e diversificado talento de Leonardo manifestou-se muito cedo, nos primeiros anos de vida: belo e forte, era excelente esportista - ótimo nadador e cavaleiro; engenhoso artesão e mecânico, logo revelou seus dons inventivos; o desenho e a pintura também atraíram seu interesse, demonstrando seus dotes artísticos. Os cadernos de Da Vinci continham desenhos e ideias que não seriam colocados em prática por centenas de anos: paraquedas, canais, carros armados e submarinos.



Um aspecto curioso de grande parte dos manuscritos de Leonardo ilustra uma faceta de sua estrutura de pensamento: sendo ele ambidestro, ele escrevia as linhas tanto da esquerda para a direita como vice-versa. O modo incomum de redigir tornava mais díficil a leitura de seus manuscritos (era necessário recorrer a um espelho), mas, segundo Stefano De Simone, essa intenção escapou inteiramente a Leonardo. Ao escrever com a mão direita, ele expressava os resultados do estudo e reflexão crítica; escrevendo com a mão esquerda, da direita para a esquerda, traduzia o que vinha-lhe a mente espontaneamente.

Na França, Leonardo viveria seus últimos dias. Faleceu em 2 de maio de 1519, após receber os sacramentos da Igreja - e, ao que se conta, nos braços do rei Francisco I.
Em relação ao quadro de Da Vinci "Monalisa" (considerado por muitos a obra-prima do pintor), já especulou-se muito sobre seu real significado. Muitos afirmam que poderia ser um retrato de sua mãe, outros dizem que é uma homenagem à sua amante. Atualmente, surgiu a tese de tratar-se de um autoretrato e, para tentar comprová-la, pesquisadores italianos anunciaram que exumarão o corpo do pintor. Só há um perturbador detalhe: ninguém sabe ao certo onde estão os restos mortais de Da Vinci. Ele foi sepultado no Castelo de Amboise, porém, o local sofreu tantas invasões e saques que, lá, nada restou.

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