A Ciência atua do muito pequeno ao muito grande.

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"O poder da humanidade que criou este imenso campo do saber há de ter forças para levá-lo ao bom caminho". (Bertrand Russel, filósofo e matemático inglês do século XX)



domingo, 11 de abril de 2010

O Big-Bang







O big-bang é atualmente o melhor modelo que tenta explicar cosmologicamente o início do Universo (frisando-se, porém, que há outras teorias com o mesmo objetivo). Proposto com grande estruturação pelo físico ucraniano George Gamow (1904-1968) (retratado na fotografia acima), afirma que há cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, o Universo nasceu numa violenta "explosão". (Eu me permiti colocar entre aspas a palavra explosão porque realmente não podemos classificar como uma explosão o big-bang, posto que naquele espaço não existia matéria para a onda de choque poder se propagar.) Podemos considerar que numa fração de um segundo, toda a energia e matéria do cosmos foram criadas e a matéria assumiu sua forma presente. A teoria não pode e não tenta explicar o que ocorreu "antes" disso. Só podemos afirmar que o Universo era infinitamente pequeno, quente e extremamente denso ao nascer. Dos 10 aos 43 segundos, o que pode-se chamar de "tempo de Planck", as leis normais da Física não aplicavam-se. Do tempo de Planck em diante, todavia, a teoria teve mais sucesso. A densidade da energia era tão alta que partículas de matéria podiam se formar e decair espontâneamente, segundo a famosa equação de Einstein, E = mc². À medida que o Universo expandiu-se, a densidade e a temperatura caíram e a massa das partículas que podiam se formar desse modo diminuiu, até que, após um microssegundo (um milionésimo de segundo), a temperatura caiu a menos de um quatrilhão de °C e não pôde haver mais formação de matéria.

Ocorreu um período de súbita expansão no primeiro instante da criação, denominado inflação, no qual o Universo passou de menor que um átomo a maior que uma galáxia. Isso foi extremamente necessário para explicar a uniformidade que o Universo apresenta hoje. A melhor sugestão quanto ao que pode ter impelido esse surto de crescimento é que enormes quantidades de energia foram liberadas quando quatro "forças fundamentais" (força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca), que governam o Universo desde então, se separaram de uma "superforça" sintetizada.

O principal argumento (e o primeiro) que reforçaram (e reforçam) as crenças na teoria do big-bang é o fato de as galáxias estarem se distanciando. Essa expansão de galáxias foi descoberta no ano de 1923 pelo astrônomo norte-americano Edwin Powell Habble (1889-1953). Deve-se, é claro, salientar que a primeira teoria que tentou explicar a origem do Universo mais semelhante a do big-bang foi uma teoria proposta pelo astrônomo, físico e padre católico belga Georges Lemaître (1894-1966).

O termo big-bang surgiu de forma um tanto pejorativa, posto que a primeira pessoa que referia-se a tal teoria desta forma foi o astrônomo britânico Fred Hoyle (1915-2001) que lutava a favor de uma teoria contrária ao big-bang, uma teoria que considerava o Universo como sendo estacionário, isto é, sempre teve a forma que conhecemos, porém, foi desenvolvendo-se com o tempo.

Um comentário:

  1. Por que não se diz quem verdadeiramente trouxe a ideia do big bang, pelo que sei foi um padre, mas como difundem de forma equivocada fé e razão, então compreendo a omissão.

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