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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bunsen e a Iluminação Elétrica







A pilha de carvão e zinco (símbolo Zn), denominada pilha de Bunsen, é uma das mais conhecidas descobertas do célebre químico alemão Robert Wilhelm Eberhard von Bunsen (1811-1899) (retratado na fotografia acima). A sua construção, no ano de 1841, marcou uma nova era na produção econômica da eletricidade. Substituindo por carvão das placas de platina da pilha do físico galês William Robert Grove (1811-1896), conseguiu reduzir o custo de sua produção e ampliou o tempo durante o qual a corrente elétrica pode ser mantida em valor máximo. O êxito da invenção deveu-se ao método criado para evitar a ação desintegradora do ácido nítrico (fórmula HNO3) concentrado sobre o carvão, aquecendo-se intensamente os bastões cilíndricos. Já em 1843, Bunsen assinalava que a corrente elétrica pode ser usada como meio de iluminação. Utilizando uma bateria de 44 elementos, Bunsen mostrou como seria possível obter uma luz equivalente a 1171,3 velas, consumindo apenas uma libra de zinco por hora e "dando", segundo Bunsen, "um brilho que dificilmente os olhos podem suportar". Além disso cobrindo-se os dois pólos de carvão do arco com o globo de vidro, se reduz o desgaste por oxidação. Usando a sua pilha, Bunsen realizou várias experiências eletroquímicas, confirmando a lei de Faraday, segundo a qual a massa de uma substância produzida por eletrólise é diretamente proporcional à eletricidade consumida.

A partir de 1852, Robert Bunsen concentrou sua atenção no emprego da pilha para a preparação eletrolítica (passagem da corrente elétrica através de uma solução) dos metais. Alguns destes ainda não haviam sido obtidos e outros eram produzidos apenas em minúsculas quantidades, o que dificultava o estudo de suas propriedades químicas e físicas. O primeiro metal que conseguiu isolar assim foi o magnésio (símbolo Mg). A dificuldade residia no fato de os glóbulos do magnésio serem mais leves que o cloreto usado na eletrólise. Por tal motivo, passavam rapidamente para a superfície, queimando-se no contato com o oxigênio (símbolo O) presente no ar. Para evitar isso, Bunsen criou concavidades no pólo do carbono (símbolo C), no qual o metal se forma e onde os seus glóbulos se acumulam, evitando assim o contato com o ar. Posteriormente, Bunsen conseguiu medir as propriedades luminosas do magnésio e mostrou que poderia ser usado para fins fotográficos.

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