A Ciência atua do muito pequeno ao muito grande.

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"O poder da humanidade que criou este imenso campo do saber há de ter forças para levá-lo ao bom caminho". (Bertrand Russel, filósofo e matemático inglês do século XX)



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Homenagem a Stephen Hawking







Stephen Hawking, atualmente, é um dos maiores cientistas de todos os tempos. Hawking desenvolveu teorias revolucionárias sobre buracos negros e a origem do Universo. Com imensa inteligência e extraordinária determinação, Hawking superou obstáculos de uma degenerativa e rara doença (esclerose lateral amiotrófica) e conquistou seu espaço entre os maiores cientistas comtemporâneos. E é por tais nobres razões que faço-lhe esta humilde homenagem por meio desta científico blog.


Stephen William Hawking nasceu em Oxford, Inglaterra, no dia 8 de Janeiro de 1942, nos exatos 300 anos da morte do grande cientista italiano Galileu Galilei (1564-1642). Seu pai, Frank Hawking, descendente de prósperos fazendeiros de Yorkshire, era um médico especializado em doenças tropicais. Sua mãe, Isobel, filha de um médico escocês, estudou economia na Universidade de Oxford, apenas uma década depois que a velha instituição começou a admitir mulheres em seus cursos. Porém, após a graduação teve de se contentar com o emprego de secretária. Pouco antes do nascimento do filho, para escapar das bombas de aviação alemã, Isobel teve que abandonar a casa que instalara o marido em um nobre subúrbio de Londres. Retornou a Oxford, porque Adolf Hitler (1889-1945), sabe-se lá qual foi o motivo, resolvera poupar os campi universitários. Desse modo, Stephen nasceu na cidade em que seus pais estudaram, a mesma que abrigou, durante a Idade Média, os ilustres precursores da ciência moderna, Robert Grosseteste e Roger Bacon. Após o nascimento de Stephen, o casal Hawking teve mais duas filhas: Mary, nascida em 1943, e Phillippa, nascida em 1947. Em 1950, a família Hawking muda-se para a cidade de Saint Albans, cerca de 30 km de Londres.


O desabrochar intelectual de Hawking lembra, parcialmente, o do grande cientista inglês Isaac Newton (1642-1727), salientando-se, é claro, que este fosse bem mais jovem quando o fenômeno ocorreu. Ambos deram-se repentinamente, de maneira subita, como resposta da mente a uma situação desafiadora. Assim como Newton, no início de seus estudos, até o colegial, Hawking foi um aluno um tanto relápso e medíocre. Fora os componentes neuróticos e problemáticos que atormentaram o grande Newton, imprimindo em sua personalidade marcas de solidão, provindas do rancor e da vingança, Hawking experimentou um despertar deveras mais positivo. Mas a semelhança entre os dois cientistas ingleses não resume-se à repentina subita revelação da genialidade. Existem outras coincidências muito peculiares e interessantes, por sinal:


  • Newton nasceu em 1642; Hawking, em 1942;


  • Ambos dedicaram-se ao estudo da cosmologia, envolveram-se profundamente com o fenômeno da gravitação e aspiraram alcançar nada menos do que os fundamentos da ordem universal;


  • Os dois fizeram carreira na tradicional Universidade de Cambridge e, em 1979, Hawking seria nomeado professor lucasiano de matemática, vindo a ocupar a mesma cadeira assumida por Newton em 1669.

Não convém, todavia, levar estes fatos, não tanto relevantes, longe demais.


Em 1959, Hawking ingrassa no curso de física da University College, em Oxford. Posteriormente, em 1962, recebe o grau de honra em ciência natural. Porém descobre que possui uma doença rara denominada esclerose lateral amiotrófica (resumida na sigla ELA). O nome "esclerose lateral amiotrófica" esclaresse muito sobre a natureza de tal doença: é a degeneração dos neurônios (esclerose), geralmente manifesta-se em uma única parte do corpo (lateral) causando um atrofiamento muscular (amiotrófica). O primeiro a estudar a fundo esta enfermidade foi o renomado neurologista francês Jean-Martin Charcot (1825-1893), que praticamente foi o fundador do método da hipnóse e influenciou imensamente o pensamento do fundador da psicanálise, o neurologista tchecoslovaco Sigmund Freud (1856-1939).


Em 1965, casou-se com uma estudante de francês, que conheceu em uma festa de fim de ano com sua família e amigos, chamada Jane Wilde, com a qual teve três filhos: Robert, nascido em 1967; Lucy, nascida em 1969; e Timothy, nascido em 1979. O casamento de Hawking e Jane terminou em 1990.




Um ano após casar-se com Jane Wilde, Hawking, sob orientação do professor de cosmologia Dennis Sciama, defende sua tese de cosmologia no Trinity Hall, da Universidade de Cambridge. Depois de receber o Ph.D., torna-se primeiro research fellow e depois professoral fellow no Gonville and Caius College, da Universidade de Cambridge, do qual é membro até hoje. Posteriormente, em 1970, junto com o físico inglês Roger Penrose, do Birkbeck College, de Londres, utiliza a teoria da relatividade geral, de Einstein, para demonstrar que a condição primordial do Universo, no instante do Big Bang, seria uma singularidade, análoga à encontrada no interior dos buracos negros. Esses objetos se tornariam o foco principal de sua pesquisa. Com isso, sugere a existência de mini-buracos negros, criados durante o Big Bang. Após essa proposição, em 1973 muda-se do Institute of Astronomy para o Department of Applied Mathematics and Theoretical Physics, situado também na Universidade de Cambridge. Após poucos meses, com imensa genialidade, combina mecânica quântica e teoria da relatividade geral para descrever um peculiar efeito ocorrido nos buracos negros, posteriormente conhecido como Radiação de Hawking, em sua homenagem. Segundo ele, os buracos negros não seriam completamente negros, mas irradiariam uma espécie de radiação e, ao final, evaporariam.



Em 1985, Hawking enfrenta uma grave pneumonia, cujo tratamento exige realização de traqueostomia. A cirurgia priva-o definitivamente da voz. Nessa época já locomovia-se por meio de uma cadeira de rodas. Passa a se comunicar por intermédio de um sintetizador de voz, que lhe dá um sotaque americano de todas as falas posteriores. Dois anos depois, em parceria com o cientista Werner Israel, publica o livro 300 Years of Gravity (300 Anos de Gravitação). Já em 1988, lança o livro Uma Breve História de Tempo, seu primeiro livro de divulgação científica. Para sua surpresa, a obra torna-se um best-seller imediato. E, em maio de 1995, completa 237 semanas na lista de mais vendidos do jornal The Sunday Times, quebrando o recorde de 184 semanas. Posteriormente, em 1993 publica o livro Buracos Negros, Universos Bebês e Outros Ensaios. No ano de 2001, publica uma de suas obras mais vendidas e disseminadas, O Universo Numa Casca de Noz.



Em 2004, oferece uma solução para o chamado "paradoxo da informação" dos buracos negros. Flutuações quânticas no horizonte de eventos de um buraco negro permitiam que a informação gradualmente escapasse dele, em vez de engolida e perdida para sempre.






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