A Ciência atua do muito pequeno ao muito grande.

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"O poder da humanidade que criou este imenso campo do saber há de ter forças para levá-lo ao bom caminho". (Bertrand Russel, filósofo e matemático inglês do século XX)



domingo, 7 de fevereiro de 2010

A Descoberta dos Isótopos







Por definição, isótopos são elementos químicos com o mesmo número atômico (simbolicamente representado pela letra Z), porém, diferente número de massa (simbolicamente representado pela letra A). No ano de 1902, o célebre químico neo-zelandês Ernest Rutherford (1871-1937) e o ilustre químico inglês Frederick Soddy (1877-1956) (retratado na fotografia acima), trabalhando juntos, descobriram que átomos do elemento químico tório (Th), descoberto em 1828 pelo grande químico sueco Jöns Jacob Berzelius (1779-1848), produzia (por meio de decaimento radioativo) átomos de outro elemento. Os novos átomos foram denominados átomos de tório X e o processo foi associado a radioatividade.


É muito interessante tal ocorrido, não só pela imensa contribuição à ciência, mais por um fato histórico sonhado por todos os alquimistas: os alquimistas tentaram durante séculos transformar um elemento em outro, por exemplo, ferro (Fe) e prata (Ag) em ouro (Au). Por esta razão, há registros históricos de que Soddy teria exaltado tal descoberta como a realização dos sonhos dos alquimistas.


No ano de 1909, Rutherford identificou a radiação alfa nos processos radioativos. E no ano de 1913, Soddy identificou a existência dos isótopos (do grego isos, que significa igual, e topos, que significa lugar). Por estes trabalhos, Soddy recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1921 (Rutherford já havia recebido o Prêmio Nobel de Química em 1908 pela descoberta do próton e do núcleo atômico).

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