


Atualmente sabemos, com grande certeza, que os núcleos atômicos são formados por prótons (p+) e nêutrons (n) e que, por meio da desintegração de partículas beta, podem irradiar elétrons (e-). Mas como o núcleo atômico emite elétrons? Para responder a tal questão, é necessário recorrer a proposição do ilustre físico austríaco Wolfgang Pauli (1900-1958), que, no ano de 1930, verificou que um núcleo, ao sofrer desintegração beta, emite junto ao elétron outra partícula denominada neutrino.
Porém, nessa época, ainda discutia-se a existência do nêutron, que só veio a ser detectado pelo grande físico inglês James Chadwick (1891-1974). Coube ao físico italiano Enrico fermi (1901-1954) propor que tanto o neutrino quanto o elétron eram produzidos no momento em que ocorriam a desintegração e a emissão deles. Portanto, não existiam no núcleo, ao contrário das emissões alfa, que têm as partículas presentes no núcleo.
Hoje, sabemos que o neutrino é uma partícula com massa praticamente nula e que tem uma interação extremamente fraca com a matéria (têm facilidade de atravessá-la). Reações nucleares que produzem neutrinos ocorrem no Sol e em outras estrelas. Durante a fusão nuclear, dois neutrinos são produzidos para cada átomo de hélio (He) gerado no Sol. Os cálculos mostram que 60 bilhões atingem a Terra por cm² por segundo. Quanto maior for a massa da estrela, mais neutrinos são formados. Considerando que a Via Láctea tem cerca de 1ooooooooo estrelas, imagine quantos neutrinos atingem a Terra por segundo por cm²!
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