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terça-feira, 23 de março de 2010

Einstein Contra a Mecânica Quântica







Atualmente a Mecânica Quântica (ramo da física que estuda sistemas físicos com extensões em escala atômica ou subatômica) tem imenso prestígio e êxito em toda a comunidade científica. Ela possibilita a compreensão do mundo microscópico, acarretando em uma visão geral do microcosmo ao macrocosmo. É interessante pensar que um dos maiores físicos de todos os tempos, o alemão Albert Einstein (1879-1955), tenha discordado e lutado contra tal estudo. A seguir, apresentarei qual foi razão pela qual Einstein criticou tanto a Mecânica Quântica.



Em 1905 Einstein publicara três trabalhos científico, no qual apresentava sua descrição sobre o movimento browniano, o efeito fotoelétrico e mostrava sua Teoria da Relatividade Restrita. No trabalho onde ele apresentava o efeito fotoelétrico, ele propunha que a energia da luz era quantizada em pacotes discretas, os quais ele denominou quanta (do latim quantidade). O quanta da luz seria o chamado fóton. Atualmente sabemos que o fóton é uma partícula do tipo bóson. Einstein não se dava conta, mas com isso ele havia inaugurado a Mecânica Quântica.



Einstein, homem que por sinal tinha grande crença na existência de Deus, acreditava que nós, seres humanos, poderíamos prever as atitudes de Deus sobre a natureza por meio da Matemática. Ele pensava que qualquer fenômeno natural poderia ser quantificado e qualificado, tendo sempre como ferramenta a Matemática. O problema era o seguinte: toda a Mecânica Quântica é probabilística (!). Para se ter uma ideia, uma das principais leis que regem os fenômenos quânticos é o chamado Princípio da Incerteza (ou Princípio de Heisenberg), formulado pelo grande físico alemão Werner Karl Heisenberg (1901-1976) em 1927, que afirma que é impossível medir simultâneamente a posição x e a velocidade v de uma partícula confinada, com grande exatidão. Você terá uma probabilidade P para o cálculo da velocidade e a posição. Einstein não aceitava isso.


Para ser contra a Mecânica Quântica, ele tentou elaborar, sem sucesso, uma teoria que unificava o campo gravitacional dos corpos com seu campo eletromagnético. Essa teoria ficou conhecida como Teoria do campo Unificado e, supostamente, poderia-se com ela calcular, por meio de uma única equação todos os fenômenos físicos (ou melhor, todos os fenômenos que seguissem as leis e as constantes físicas do nosso Universo). Atualmente esta teoria pode ser considerada como a Teoria das Cordas, que tenta unificar as quatro principais forças do Universo: força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca.

É interessante que em um debate com o grande físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) (retratado na fotografia acima sentado ao lado de Einstein), grande ícone da Mecânica Quântica, Einstein teria dito a seguinte afirmação contra a Mecânica Quântica: "Deus de fato não joga dados". E Niels Bohr respondeu com certo tom humorístico: "Einstein, pára de dizer o que Deus tem que fazer!".

Einstein perdeu a guerra contra a Mecânica Quântica, sendo até considerado, naquela época pelos cientistas simpatizantes da Mecânica Quântica, como um cientista ilustre, porém, do século XIX. Einstein faleceu (ao que consta, com um aneurisma na aorta abdominal) e, infelizmente, não conseguiu concluir a Teoria do Campo Unificado.



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