A Ciência atua do muito pequeno ao muito grande.

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

"O Vasto Multiverso dos Amplos Universos"







Até a década de 1920 o ser humano pensava que só existia uma única galáxia. Tal galáxia era denominada Via Láctea (do latim via, que significa rio, e Láctea, que significa leite) e, por sinal, é a que vivemos. Todavia, em 1924 o célebre astrônomo norte-americano Edwin Powell Hubble (1889-1953) pôde constatar, por meio de um telescópio moderno em um observatório na Califórnia, que existem outras galáxias no Universo. A mais próxima da Via Láctea seria uma galáxia situada à 2 milhões de anos-luz do centro da Via Láctea, denominada Nebulosa de Andrômeda. Isso representou um avanço surpreendente e uma mudança radical no pensamento científico da época. Hubble, logo depois, por meio do chamado redshift (desvio para o vermelho), constatou que as galáxias estavam se afastando umas das outras, descoberta esta que serviu de base para a Teoria do Big-Bang. Isso mostrou que o Universo não é estático, porém, dinâmico e a cada vez mais cresce.

Até a década de 1980 o ser humano acreditava na existência de um único Universo, o nosso. Entretanto, surgiu a ideia de que, talvez, pudesse existir vários Universos. Isso seria como bolhas de água. Essa ideia surgiu por um motivo: a existência dos buracos brancos. Um buraco branco é o contrário de um buraco negro. Enquanto o buraco negro tem um campo gravitacional tão intenso a ponto de absorver para seu núcleo qualquer tipo de matéria (inclusive a luz), o buraco branco faz o contrário: ele jorra matéria. O buraco branco faz com que matéria saia de seu núcleo. E talvez a origem do big-bang tenha sido causada por um buraco branco. A existência dos buracos brancos, assim como a dos buracos negros, é uma peculiar conseqüência da relatividade. Por isso, se o nosso Universo foi criado por um buraco branco e existem vários buracos brancos no Universo, então existem vários big-bangs e, portanto, vários Universos paralelos. Portanto em um Universo paralelo pode existir outro sistema solar, outro planeta Terra, outro eu e outro você!

Uma teoria que se engloba imensamente em tais proposições hipotéticas é a Teoria das Cordas, que afirma mais ou menos isso, porém, unificando as quatro principais forças que regem o cosmos (força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca). Todavia, tem-se que levar em consideração que em um Universo paralelo ao nosso talvez exista outras leis físicas e, por conseqüência, outras constantes da natureza. Se em um Universo como o nosso, por exemplo, falhasse uma constante física da natureza, nós poderíamos não existir. Se, por exemplo, a constante universal, que rege os fenômenos relacionados a massa dos corpos, fosse menor, a massa dos corpos iria se dispersar pelo espaço e não existiria vida. Se a constante eletrostática que rege os fenômenos elétricos não existisse, não poderia haver uma interação entre os prótons e elétrons de um átomo e, por conseqüência, não poderia haver ligações covalentes ou iônicas, o que acarretaria na não existência de substâncias como a água ou qualquer tipo de ácidos, bases ou sais. Com isso, corpos orgânicos não existiriam e, por conseqüência, nenhum ser vivo existiria. Por isso, se em Universo paralelo as constantes e leis físicas forem diferentes pode não existir vida ou matéria como nós a conhecemos. Isso mostra-nos a imensa (muito imensa mesmo!) importância das leis e constantes físicas em um Universo, pois se uma falhar, todo o Universo é desregulado. Mas a ideia de Multiverso ainda existe e atualmente há uma imensa probabilidade de comprovação.

Em uma experiência recente com microondas ficou-se provado que o espaço do nosso Universo é curvado e achatado. Isso mostra que estamos dentro de uma esfera espacial (salientando-se que, segundo a relatividade einsteniana, o espaço é maleável. Disso provém a existência da gravidade.).

domingo, 11 de abril de 2010

O Big-Bang







O big-bang é atualmente o melhor modelo que tenta explicar cosmologicamente o início do Universo (frisando-se, porém, que há outras teorias com o mesmo objetivo). Proposto com grande estruturação pelo físico ucraniano George Gamow (1904-1968) (retratado na fotografia acima), afirma que há cerca de 13,7 bilhões de anos atrás, o Universo nasceu numa violenta "explosão". (Eu me permiti colocar entre aspas a palavra explosão porque realmente não podemos classificar como uma explosão o big-bang, posto que naquele espaço não existia matéria para a onda de choque poder se propagar.) Podemos considerar que numa fração de um segundo, toda a energia e matéria do cosmos foram criadas e a matéria assumiu sua forma presente. A teoria não pode e não tenta explicar o que ocorreu "antes" disso. Só podemos afirmar que o Universo era infinitamente pequeno, quente e extremamente denso ao nascer. Dos 10 aos 43 segundos, o que pode-se chamar de "tempo de Planck", as leis normais da Física não aplicavam-se. Do tempo de Planck em diante, todavia, a teoria teve mais sucesso. A densidade da energia era tão alta que partículas de matéria podiam se formar e decair espontâneamente, segundo a famosa equação de Einstein, E = mc². À medida que o Universo expandiu-se, a densidade e a temperatura caíram e a massa das partículas que podiam se formar desse modo diminuiu, até que, após um microssegundo (um milionésimo de segundo), a temperatura caiu a menos de um quatrilhão de °C e não pôde haver mais formação de matéria.

Ocorreu um período de súbita expansão no primeiro instante da criação, denominado inflação, no qual o Universo passou de menor que um átomo a maior que uma galáxia. Isso foi extremamente necessário para explicar a uniformidade que o Universo apresenta hoje. A melhor sugestão quanto ao que pode ter impelido esse surto de crescimento é que enormes quantidades de energia foram liberadas quando quatro "forças fundamentais" (força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca), que governam o Universo desde então, se separaram de uma "superforça" sintetizada.

O principal argumento (e o primeiro) que reforçaram (e reforçam) as crenças na teoria do big-bang é o fato de as galáxias estarem se distanciando. Essa expansão de galáxias foi descoberta no ano de 1923 pelo astrônomo norte-americano Edwin Powell Habble (1889-1953). Deve-se, é claro, salientar que a primeira teoria que tentou explicar a origem do Universo mais semelhante a do big-bang foi uma teoria proposta pelo astrônomo, físico e padre católico belga Georges Lemaître (1894-1966).

O termo big-bang surgiu de forma um tanto pejorativa, posto que a primeira pessoa que referia-se a tal teoria desta forma foi o astrônomo britânico Fred Hoyle (1915-2001) que lutava a favor de uma teoria contrária ao big-bang, uma teoria que considerava o Universo como sendo estacionário, isto é, sempre teve a forma que conhecemos, porém, foi desenvolvendo-se com o tempo.